Exame de sangue pode revelar câncer de pâncreas escondido após tratamento
Um novo exame de sangue pode mudar a forma como médicos acompanham pacientes com câncer de pâncreas depois do tratamento. Cientistas da Northwestern Medicine mostraram que o teste consegue detectar vestígios da doença que muitas vezes não aparecem nas avaliações convencionais, mesmo quando tomografias e outros exames sugerem que tudo está sob controle.
O diferencial da análise está no foco no KRAS, uma alteração genética que impulsiona a grande maioria dos tumores pancreáticos. Ao rastrear esse marcador com alta sensibilidade, o teste aumenta a chance de identificar células cancerosas residuais e, com isso, apontar pacientes com maior risco de recidiva.
Na prática, esse tipo de ferramenta pode ajudar a personalizar o acompanhamento após cirurgia, quimioterapia ou outros tratamentos. Em vez de depender apenas de imagens, que nem sempre captam quantidades mínimas da doença, a equipe médica passa a contar com um sinal molecular mais precoce e potencialmente mais preciso.
O avanço ganha ainda mais relevância porque o cenário do câncer de pâncreas continua desafiador, com diagnóstico tardio e alto índice de retorno da doença. Segundo os pesquisadores, a expectativa é que testes como esse possam orientar decisões clínicas mais assertivas e abrir caminho para intervenções mais rápidas em pacientes que parecem estar bem, mas ainda carregam risco oculto.